Como Foi o Show do Dreamcatcher em Lisboa

Dreamcatcher Fly High Europe Tour in Lisbon

No dia 16, tive a oportunidade de ir ao show e ao fansign do Dreamcatcher aqui em Lisboa, parte da turnê européia “Fly High”. O evento, realizado no Lisboa Ao Vivo e produzido pela MyMusicTaste, contou também com um hi touch do qual não participei.

Cheguei no local às 12h, conforme dizia o horário divulgado pela organização para a distribuição das wristbands. O primeiro choque já se deu aí: estava tudo tão calmo que quase pensei que tinha me enganado. Mas era isso mesmo, poucas pessoas—porém bastante apaixonadas.

dreamcatcher-lisbon-5

Após receber a wristband, podíamos ir para qualquer lugar até a hora de formar a fila para o fansign, às 15h. Como estava tudo anormalmente tranquilo, aproveitei o tempo livre para ir à um café lanchar (um luxo inimaginável nos shows brasileiros). Quando retornei, a fila já estava sendo formada, e junto à ela estava um quadro com post-its, onde podíamos escrever perguntas para as meninas. Pouco antes das 16h, o quadro foi retirado e as portas do local foram abertas para o fansign.

Mais um momento de surpresa: eu só tinha ido à fanmeetings, e não sabia que a diferença seria tão grande. Serei sincera: a disparidade entre o tempo de espera na fila e o único minuto (sim, não foi muito mais do que isto) que passamos lá dentro é enorme, e me causou muito estranhamento. Além de tudo, não se pode nem tirar fotos, deixando um gosto um tanto amargo para quem, como eu, não liga para autógrafos e queria mesmo era vê-las de perto e interagir. Mas é o que é—e nem por isso foi ruim, só poderia ter demorado um pouquinho mais.

Dreamcatcher Fly High Europe Tour in LisbonJiU, Gahyeon, Siyeon e Handong respondendo à perguntas durante o show

Vê-las de perto é realmente algo surreal. Como podem existir peles que nem aquelas? E os cabelos? Elas são incrivelmente lindas. Meu novo sonho é ser maquiada pelas equipes de Kpop, só para saber o que aconteceria.

Passada nossa vez no fansign, éramos direcionados para fora do estabelecimento novamente. O que mais me marcou foi ver a reação das pessoas ao saírem, pôsteres em mãos: choro, desespero, pedidos de casamento aceitos—foi realmente um espetáculo à parte. É nessas horas que mais reflito sobre o poder do Kpop (e da cultura pop em geral), capaz de despertar sentimentos tão profundos nas situações mais peculiares, e em como essas experiências são transformadoras para a maioria adolescente que ali estava.

Parte disso é advinda do enorme carisma das integrantes. Parece bastante bobo, mas é difícil não se envolver no momento quando JiU te manda um beijo, Yoohyeon te diz “bonita”, e SuA olha nos seus olhos o tempo inteiro. Elas são extremamente simpáticas, atenciosas, e donas de um fanservice profissional. Nessas horas quase consegui entender os fansites que seguem a turnê inteira, a compra de 30 álbuns, os streamings sem fim. Quase—porque para mim ainda é bastante surreal a dedicação destas pessoas.

dreamcatcher-lisbon-3.jpgJiU, Yoohyeon e Gahyeon durante o show

Após o fansign, mais algumas horas de espera até a abertura da casa às 19h. A fila foi dividida em duas: uma para os ingressos normais e outra para os VIPs (com o hi touch). Havia também uma terceira fila com os Top10 Makers do MyMusicTaste, que foram os primeiros a entrar. A organização foi ímpar e tudo correu sem qualquer problema ou confusão, para a surpresa da minha pessoa que está acostumada a ver o caos nos eventos brasileiros.

O show começou pontualmente às 20h, com o single de debut “Chase Me”. Em seguida veio minha favorita, “Sleep Walking”. Não basta a música ser incrível, a coreografia também é inenarrável, um dos destaques da noite:

Vídeo de Ayame K.

Logo depois, uma pausa para introduções e duas baladas: “괜찮아!” e “Lullaby”. O quadro de perguntas entrou no palco e elas responderam algumas, sempre com muito, MUITO fanservice. Não sei como os fãs que as têm como grupo ultimate não desmaiaram todos.

Enquanto Handong, Siyeon e JiU ocupavam-se com mais perguntas, SuA, Yoohyeon, Dami e Gahyeon preparavam uma apresentação especial: o cover de “Just Give Me a Reason”, da Pink. Em seguida, foi a vez das outras três performarem “Sunday Morning”, do Maroon 5, e das sete se reunirem para um dos covers mais esperados pelo público: “We Are Never Ever Getting Back Together”, da Taylor Swift.

Após outro momento de conversas, mais um cover emocionante: “Into The New World”, do Girls’ Generation. Essa música tem algo de mágico que foi perfeitamente traduzido por elas:

Vídeo de Ayame K.

Outro cover muito esperado foi o de “Lucky Strike”, também do Maroon 5, animando bastante o público:

Vídeo de Ayame K.

Mesmo faltando mais de uma hora para o final do show, elas anunciaram que estava chegando ao fim e pausaram para um momento de fotos com uma bandeira de Portugal customizada com mensagens dos fãs.

A seguir, outro destaque do concerto: o cover de “Believer”, do Imagine Dragons. Por ser o único em que elas não cantaram, o foco inteiro ficou na dança e, sob luzes vermelhas, numa performance quase ritualística, elas hipnotizaram a audiência:

Vídeo de Ayame K.

Polaroids exclusivas foram sorteadas através dos números das nossas wristbands, e elas cantaram mais uma balada de seu repertório: “Emotion”. Em seguida veio “Full Moon”, single comemorativo de aniversário do grupo, e uma de suas melhores coreografias:

Vídeo de Ayame K.

Para o encore, os hits “Fly High” e “Goodnight”, seguidos de mais uma sessão de fotos com duas bandeiras portuguesas. A última música da noite foi outro cover, dessa vez de “시대유감” do Seo Taiji, com direito à extensa interação com o público das primeiras fileiras. Assim se despediram, voltando apenas para o hi touch.

Dreamcatcher Fly High Tour Europe in LisbonPerformance de “Full Moon”

No geral, gostei bastante do concerto. Admito que, se tivesse ido somente ao fansign, teria me decepcionado um tanto, já que foi mesmo muito rápido e caro. Por outro lado, o show compensou com suas duas horas repletas de entretenimento.

Quanto à setlist, elas performaram todas as músicas de sua discografia, à exceção de “Wake Up”—que poderia muito bem ter substituído algum dos covers ocidentais, e das excelentes Intros—que fizeram falta e poderiam servir perfeitamente como entremeios para as diferentes partes do show. Fora isso, não tenho do que reclamar. Provavelmente há uma razão para ter sido como foi.

Sobre o trabalho da MyMusicTaste, só tenho elogios. Ouvi dizer que não é sempre assim, mas espero que este evento tenha marcado uma mudança positiva, e que os próximos sigam a mesma organização, pontualidade e gentileza da equipe.

A diferença entre os shows que assisti no Rio de Janeiro ou em São Paulo para este foi imensa. E digo isso positivamente, já que nunca imaginei ser possível tanta tranquilidade. Não sei se foi pela combinação de um público não tão grande, pelo fato de ser um girlgroup e os fãs serem mais amenos, ou porque os portugueses são uns amores, mas fiquei impressionada. No Brasil, uma experiência dessas seria uma utopia distante.

É nesses eventos que, mais do que apenas perceber, vivenciamos o porquê da indústria pop coreana ser bilionária. E poder provar um pouco desse sumo é de fato uma experiência mágica.

“É realmente possível divorciar a criação de um espetáculo imersivo de capital, meios de produção, dinheiro? Não, é claro que não. Mas os momentos em que nos libertamos, antes dos tentáculos nos capturarem de volta, são os momentos em que sonhamos. E sonhar belos sonhos é o objetivo do pop.”

In Pop We Trust: How Bubblegum Music Can Change Your Life – Devin O’Neill

Há grupo que personalize melhor essa citação do que, justamente, as apanhadoras de sonhos?

Obrigada, MyMusicTaste, HappyFace Entertainment e Dreamcatcher.

E obrigada a você que está lendo também <3.

 


Créditos

○ Todas as fotos são de minha autoria

○ Todos os vídeos foram retirados do canal Ayame K.

○ Citação do livro “In Pop We Trust: How Bubblegum Music Can Change Your Life” traduzida livremente por mim. Original: “Is it really possible to divorce the creation of immersive spectacle from capital, resources, money? No, of course not. But the moments where we break free, before the tentacles grab us again, those are the moments we get to dream. And dreaming beautiful dreams is the point of pop.

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7 comentários em “Como Foi o Show do Dreamcatcher em Lisboa

  1. #Inveja

    De você e da pele delas, hahahha. Mesmo em vídeos que as filmam ao vivo e no cotidiano, é de uma lisura impressionante.

    E que bacana que curtiste o show. Quanto ao fanservice, era aquela coisa de vozes adocicadas, gestos amorosos

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    1. Quero muito esses cosméticos coreanos, pq é inacreditável mesmo hahaha. Querido, espero que elas voltem para o Brasil e que você possa ir!

      Acho que cortou seu comentário, mas o fanservice era basicamente elas mandando coração toda vez que ouviam alguém gritando o nome delas, se abraçando entre elas, mandando beijo, dando a mão pros fãs… Profissionais mesmo hahaha.

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  2. Que experiencia incrível, amiga!!!! ~penas que elas nao cantaram o HINO Really Really neeee

    E SOBRE AS PELES SOS PELAS FOTOS JÁ DA PRA CHORAR IMAGINE DE VERDADE!!!

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  3. Texto ótimo e que bom que você se divertiu.
    Eu sei que não tem nada ver o com assunto e tal ,mas eu queria muito que você fizessem uma teoria do mv e da letra da música Carnaval the last day da Gain.
    Até hoje tento entender o significado da letra e do mv.
    Bjs

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